Divulgar a Doutrina Espírita desenvolvendo o amor preconizado pelo Mestre Jesus.

Nossa História

No dia 3 de outubro de 1951 reunia-se um grupo de espíritas, num pequeno barracão nos fundos de uma casa na Travessa da Alameda, 20 no Fonseca (bairro de Niterói - RJ). À volta de uma mesa, sentados em bancos feitos de caixotes, reuniram-se os irmãos Umbelino Pacheco Vitola, Nazareth Miranda Vitola, Ranulfo Xavier, Francisco Carvalho do Amaral, Francisco Paulino de Miranda, Abigail Miranda, Oir Alcantara Oliveira, Álvaro e Zuleika Siqueira,Oséias Patrocínio de Oliveira, Guiomar Miranda de Oliveira e outros, totalizando 19 pessoas, que são os sócios fundadores do Leôncio.

Informativos do CEERJ

Grupo de Estudo do Magnetismo

 

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O Centro Espírita

Bendita Escola de almas na Terra, o Centro Espírita agasalha os corações batidos pelos vendavais das paixões.

Portas abertas ao amor é um celeiro de esperança na inquietude da noite das aflições, oferecendo comunicação com os Mundos transcendentes do Espírito imortal.

Oficina de incessante socorro acolhe toda a aflição da Terra, caldeando-a com o murmúrio de preces em continuados ministérios da caridade.

Aí, todas as feridas do sentimento encontram medicação e todas as inquietudes recebem repouso.

Oásis em escaldante deserto, o Centro Espírita guarda a claridade da fé imortalista no sacrário do entendimento.

Entre repuxos de água refrescante a nascer nas fontes da caridade pacifica esplende as luzes claras do Evangelho, distendendo esperança sem limite.

Hospital - recebe enfermos de toda procedência, sem lhe inquirir a doença nem exigir apresentação de carteira de saúde com os antecedentes da moléstia.

Templo - escuta os soluços da inquietude e atende o pranto das ansiedades, nascidos nos recessos da alma.

Escola - ensina as diretrizes da vida feliz, acenando com os triunfos após o curso rigoroso da auto-elevação.

Mensageiros de Jesus Cristo, o Senhor de todas as Igrejas, não se restringe a sua ação entre as singelas paredes da sua construção material

O Centro Espírita também é, em nome do amor, o Núcleo da assistência ativa à fome física, à nudez, à dor, multiplicando os braços de Jesus no mister abençoado do auxílio, distribuindo a bondade, santa e boa, sem preconceito nem interesse, sem desejo proselitista nem imposição adesiva.

Igreja de amor, academia de aprendizagem é estrada de acesso ao serviço em favor de todos os corações.

Djalma Montenegro de Farias

Do Livro Sementeiras da Fraternidade, cap. 54, psicografia de Divaldo Pereira Franco.

Suicídio - Visão Espirita

Dar fim à própria vida, abrir mão de todas as possibilidades, por uma possível paz, é o caminho que muitos seguem, de forma consciente ou não; mas, ao invés de se mostrar uma solução, transforma-se num longo caminho de dor, sofrimento e libertação.
Francisco Aranda Gabilan

Matéria extraída do seu livro Entre o Pecado e a Evolução

É impressionante e até mesmo perguntas aterrador que tenhamos que chamar de “atual” o tema relativo ao suicídio, seja voluntário, seja indireto. Mas, lastimavelmente, é atual mesmo: é um mal crescente, atingindo toda humanidade.

Sua ocorrência sempre foi constante, desde o passado remoto e em todos os segmentos sociais e étnicos, até mesmo, crianças. Existem relatos de suicídios, tanto individuais, quanto coletivos, em várias culturas indígenas.

Daí a sua atualidade. Aliás, não é por outra razão que o assunto tem sido objeto de preocupação de antropólogos, sociólogos, médicos, psiquiatras, psicólogos, enfim de todos os ramos de ciência do Ser – e obviamente, dos Espíritas, sempre atentos às chagas da humanidade.

É exemplo disso o número de palestras, debates e artigos que solicitam aos espíritas sobre o assunto, incluindo o número de que sempre surgem sobre o mesmo tema. Vale dizer, numa palavra: se há perguntas, é porque o tema necessita de ampla abordagem.

1. Como os Espíritos e o Espiritismo consideram o suicídio?

R: Usando unicamente os ensinos dos Espíritos constantes da Codificação, o suicídio é tido como um crime aos olhos de Deus (Céu e Inferno, cap. 5), e que importa numa transgressão da Lei Divina (Livro dos Espíritos, pergunta 944) e constitui sempre uma falta de resignação e submissão à vontade do Criador (idem, perg. 953-a). Desse modo, “jamais o homem tem o direito de dispor da vida, porquanto só a Deus cabe retirá-lo do cativeiro da Terra, quando o julgue oportuno. O suicida é qual o prisioneiro que se evade da prisão, antes de cumprida a pena; quando preso de novo, é mais severamente tratado. O mesmo se dá com o suicida que julga escapar às misérias do presente e mergulha em desgraças maiores” (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XXVII, item 71)

2. Por que os Espíritos tratam desse assunto com certa constância?^

R: Primeiramente, como já afirmamos, porque ele é tema sempre atual, pois que o suicídio tem sido marca constante de nossa civilização; segundo, que é o mais importante: a doutrina dos Espíritos, tem um caráter consolador absoluto: através do fato mediúnico (no dizer do cultíssimo Herculano Pires, o fato mediúnico é literalmente uma segunda ressurreição) o espírito volta à carne, não a que deixou no túmulo, mas a do médium que lhe oferece, num gesto de amor, a oportunidade de retorno aos corações que deixou no mundo (Mediunidade, cap 5), é permitido que os próprios suicidas venham dizer-nos que eles não morreram e afirmam que não só não solucionaram o problema que os levou ao ato extremo, como ainda estão “vivos” e, de quebra, com dois problemas: o antigo e o novo, gerado pela violação das leis da Vida. Assim, o Espiritismo trabalha preventivamente para que as pessoas saibam das responsabilidades em praticar atos que possam agravar sua situação futura e não para condená-las ao martírio eterno.

3. Quais as causas que levam o Ser ao suicídio?

R: A incredulidade, a falta de fé, a dúvida, as idéias materialistas. Em suma, crer que o Nada é o futuro, como se o Nada pudesse oferecer consolação, como se fosse remédio para supostamente abreviar o sofrimento, crença que, na verdade, se constitui em covardia moral.

4. Quais as conseqüências do suicídio para o Espírito?

R: Em primeiro lugar, é preciso aclarar-se que o suicídio não apaga a falta cometida, mas, ao contrário, em vez de uma haverá duas; em segundo, que o Espírito, quando se dá conta do ato cometido, constata que nada valeu, ficando literalmente desapontado com os efeitos obtidos e que não eram os buscados, pois se certifica que a vida não se extinguiu e que continua mais real que nunca. Terceiro, e que é bastante doloroso, o suicídio agrava todos os sofrimentos: “depois de prolongados suplícios, nas regiões purgatórias, freqüentemente, após diversas tentativas frustradas de renascimento, readquirem o corpo de carne, mas transportam neles deficiências do corpo espiritual, cuja harmonia desajustaram. Nessa fase, exibem cérebros retardados ou moléstias nervosas obscuras”, segundo Emmanuel em Leis de Amor, capitulo VI. 

5. Então, não há esperança de recuperação para o suicida?

R: Claro que há – total! Deus é Amor e Ele outorga a todas as Criaturas a maior expressão da Sua Bondade Infinita: a possibilidade de os Seres evoluírem sempre, incessantemente; permite que as existências se sucedam ofertando as oportunidades infinitas de reajuste e reforma; e isso é possível através do mais efetivo veiculo da Lei de Evolução: a reencarnação.

Portanto, os familiares do suicida de ontem ou de hoje não se exasperem, ao contrário, mantenham viva a esperança de que é possível a remissão das faltas e que o Pai de Misericórdia propiciará os meios de fazer com que o próprio autor do ato extremo se reconheça Espírito Eterno e indestrutível, e que a calma, a resignação e a fé serão os mais seguros preservativos contra as idéias autodestrutivas. Não será demais que se lhes repita: Deus é Bondade Infinita e, portanto, não permite que Suas Criaturas sofram indefinidamente e que esse sofrimento poderá ser abreviado mais rapidamente mercê de orações sinceras e cheias de amor de todos quantos querem que se restabeleça o Bem.

(Revista Espiritismo e Ciência 11, páginas 06-08)

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Palestras Públicas - Ago/2016

Dia/Hora Palestrante Tema

01 20:15   PEDRO PAULO LEGEY   SEF  TEMA LIVRE

03 09:00   ANGELA COUTINHO    GEFE  TEMA LIVRE

04 15:00   ANGELA COUTINHO    GEFE  TEMA LIVRE

07 10:00   MAGALY ANDRADE E CARLINHOS CONCEIÇÃO   TRABALHADORES DA ULTIMA HORA

08 20:15   MAGALY ANDRADE E CARLINHOS CONCEIÇÃO   TRABALHADORES DA ULTIMA HORA

10 09:00   ANA BEATRIZ MUNIZ   ÉTICA E RESPONSABILIDADES

11 15:00   MARLENE BARCELOS   TRABALHADORES DA ULTIMA HORA

14 10:00   CRISTINE MATTAR       ÉTICA E RESPONSABILIDADES

15 20:15   CRISTINE MATTAR       ÉTICA E RESPONSABILIDADES

17 09:00   MAGALY ANDRADE E CARLINHOS CONCEIÇÃO   TRABALHADORES DA ULTIMA HORA

18 15:00   CRISTINA TAVEIRA   QUE FAZEIS DE ESPECIAL?

21 10:00   CRISTINA TAVEIRA    QUE FAZEIS DE ESPECIAL?

22 20:15   CRISTINA TAVEIRA    QUE FAZEIS DE ESPECIAL?

24 09:00   CRISTINA TAVEIRA     QUE FAZEIS DE ESPECIAL?

25 15:00   ANA BEATRIZ MUNIZ  ÉTICA E RESPONSABILIDADES

28 10:00   RAFAEL SIQUEIRA     SEF    TEMA LIVRE

29 20:15   RAFAEL SIQUEIRA     SEF    TEMA LIVRE

31 09:00   LUZIA CISNE             GEFE  TEMA LIVRE 

Evangelização

  • Infância de 0 a 12 anos

    • Dom 10:00

    • Seg 20:15

    • Sáb 09:45

  • Mocidade  de 13 a 27 anos

    • Sáb 16:00

Grupos de Estudo

 Domingo

Estudos Bíblicos de 08:30 às 09:45 hs

2a feira

Livro dos Espíritos de 19 às 20 hs

Evangelho Segundo o Espiritismo de 19 às 20 hs

3a feira

Estudo Teórico e Prático sobre a Ciência do Magnetismo Humano de 20 às 22 hs

4a feira

Obras Espíritas de 20:30 às 21:45

5a feira

Obras Clássicas do Espiritismo de 16:30 às 18 hs

Sábado

Estudo sobre Atendimento Fraterno de 13:45 às 14:50 hs

Obras de André Luiz de 14 às 15:30 hs

Ciclos de Estudo Passes, Fluidoterapia e Mediunidade de 15:00 às 16:30

Obras de Ivonne do Amaral Pereira de 16:30 às 18:00

Ciclos de Estudo

Sábado - 15 às 16:30

Ciclo de Estudo sobre Fluidoterapia e Mediunidade.

Rádios Espiritas

Videos de Palestras

Cristine Mattar

Tema: Etica e Responsabilidade - 14/08/2016

https://youtu.be/DfFTGzd2lHs

Rafael Siqueira

Tema: Bezerra de Menezes - 29/08/2016

https://youtu.be/BEVpEcznwE8

Evangelho no Lar - O que é e como fazer?

Evangelho no Lar - O que é e como fazer?

O que é ?

Trata-se de um momento que reservamos à prece e ao estudo metódico dos ensinamentos de Jesus, em nosso próprio lar. O "Culto do Evangelho" não é um ritual de adoração. Foi implantado pela primeira vez por Jesus na casa de Simão Pedro (O livro "Jesus no Lar", de Neio Lúcio, relata 50 Cultos em seu lar). O principal objetivo do Culto é o de incentivar o esforço pessoal para uma reforma íntima consciente, através da compreensão da moral cristã para a nossa própria evolução. Porém, outros ganhos são obtidos com a implantação do Culto: saneamento do ambiente espiritual do lar, fortalecimento perante as dificuldades, melhoria no relacionamento familiar, doutrinação e esclarecimento a espíritos desencarnados. Os benefícios do Culto transcendem o ambiente do lar. Portanto, pela luz do Evangelho, "os dramas passionais, as ocorrências infelizes, os temores e as discórdias cedem lugar à compreensão fraternal, à caridade recíproca, à paciência, ao amor". (Joanna de Angelis)

Quem deve participar?

Parentes, vizinhos e amigos. É importante que o ambiente seja de alegria, mas não de agitação ou bagunça. As discussões devem ser evitadas a todo custo, mas os debates sadios são bem vindos. A participação deve ser livre: não se obriga, tampouco se impede a quem quer que seja, por qualquer motivo. As crianças também devem ser incentivadas a participar e para elas reserva-se um tempo especial para leitura de literatura apropriada, dentro do culto, em função da idade e do amadurecimento delas. Pode ser realizado sozinho. Mesmo estando sozinho, deve ser realizado o Culto sempre em voz audível.

Preparação

Especialmente no dia do Culto, procure manter o equilíbrio físico, mental e espiritual, evitando bebidas alcoólicas, alimentação pesada, fadiga mental, brigas, discussões e condutas inadequadas. Busque na serenidade da prece e na vigilância das atitudes o apoio espiritual que o dia requer. Apesar de realizar o Culto na intimidade doméstica, o ambiente exige o uso de trajes adequados.

Onde e como deve ser o ambiente?

No seu lar, no cômodo onde haja melhor condição de tranqüilidade e concentração. Evite realizar o Culto no terraço, na varanda ou em outro lugar fora das paredes do lar. Se houver enfermo no lar e se ele desejar, o Culto pode ser realizado junto dele. Não há necessidade de enfeites, imagens, velas, roupas desta ou daquela cor e etc. Música suave pode ser usada, se não desviar a atenção dos participantes. Providencie um recipiente com água para ser fluidificada durante o Culto e distribua-a ao final entre os presentes. Havendo enfermo no lar, disponibilize um recipiente com água em separado para ele.

Realização

Escolha um dia da semana e um horário fixo, por consenso familiar para que todos possa participar e que possam ser respeitados sempre. A disciplina do dia e da hora é fundamental para receber o auxilio dos benfeitores espirituais durante o Culto. Evite mudanças de dia e horário o máximo possível; faça-as quando necessário, porém em caráter duradouro. A duração do Culto é de 30 minutos aproximadamente.

Lembretes adicionais

Uma vez iniciado o Culto, evite interrupções. Evite o sono e as dispersões, como atender ao telefone, à chamados da rua e etc. Se resolver atender, avise educadamente que se encontra fazendo o Culto no Lar e que retorna em seguida

Se um participante chegar atrasado, convide-o a unir-se ao grupo. Se você receber visitas no horário do Culto, convide-as explicando do que se trata. Se por qualquer motivo, elas não quiserem participar, respeite a decisão, mas realize o Culto, afinal são por poucos minutos.

Se estiver viajando no dia do Culto, faça-o, se possível, onde estiver. Se desejar, anote antes do Culto os nomes e os endereços completos das pessoas por quem deseja orar. Se for um desencarnado, anote o seu nome completo e especifique: "desencarnado".

Embora a assistência do Plano Espiritual seja indispensável para o andamento normal do Evangelho no Lar, acautelar-se para não transformar a reunião em trabalho mediúnico. Mediunidade e a Assistência Espiritual devem, sempre que possível, ser praticadas em Centros Espíritas.

Livros

Para os adultos:

"O Evangelho Segundo o Espiritismo" (preferencialmente)

"Jesus no Lar"

E, como leitura complementar, uma mensagem de uma das seguintes obras (todas são interpretações do Novo Testamento, pelo Espírito Emmanuel): "Pão Nosso" "Palavras de Vida Eterna" "Fonte Viva", "Caminho, Verdade e Vida" "Vinha de Luz" "Segue-me"

Roteiro

1. Inicie o Culto com uma prece simples.

2. Se houver crianças no lar, comece por elas (dez a quinze minutos), usando livros infantis. Devem ser incentivadas a comentar os trechos lidos e também de fazer preces.

3. Leia "O Evangelho Segundo o Espiritismo" em seqüência, do capítulo 1 ao capítulo 27.

4. Estude pequenos trechos de cada vez, comentando-os, de acordo com o seu entendimento. Os comentários de todos devem se ater aos trechos lidos, se possível com exemplos relativos ao dia a dia.

5. Se você for estudar o livro "Jesus no Lar", estude uma lição por Culto.

6. Respeite sempre a opinião alheia e evite discussões. Pontos de vista conflitantes devem ser abordados com respeito.

7. Uma prece pode ser realizada ao final do Culto em favor de amigos, parentes, enfermos, carentes, desencarnados, pessoas com as quais temos dificuldade de relacionamento, governantes, pelos espíritos que não mais recebem orações, etc...

8. Encerre o Culto com uma prece de agradecimento.

9. Anote em uma folha à parte o ponto do "Evangelho Segundo o Espiritismo" onde parou a leitura, para dar prosseguimento na semana seguinte.

10. Distribua a água fluidificada a todos, guardando o restante no filtro ou na geladeira.

11. Após o término, mantenha a vibração de paz interior, com pensamentos e conversação elevados.

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Inicio do Espiritismo no Brasil

(Capítulo do Livro "O Espiritismo ao alcance de todos")

Entre 1853 e 1854 surgiram no Brasil notícias sobre os fenômenos das "mesas girantes" que ocorriam principalmente nos Estados Unidos da América e na Europa, publicadas no Jornal do Commércio, do Rio de Janeiro, do Diário de Pernambuco, de Recife, e em O Cearense, de Fortaleza.

Primeiro Centro Espírita do Mundo 
- Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, fundada em 1º de abril de 1858, por Allan Kardec.

Observação: Na Revista Espírita de abril de 1868, Kardec informa que antes de o Espiritismo ter sido codificado, em Cadiz, na Espanha, já havia um grupo espírita organizado. Diz Kardec: "Os espíritas de Cadiz reivindicam para a sua cidade a honra de ter sido uma das primeiras, senão a primeira na Europa, a possuir uma reunião espírita constituída, e recebendo comunicações regulares dos Espíritos, pela escrita e pela tiptologia, sobre temas de moral e de filosofia. Tal pretensão é, com efeito, justificada pela publicação de um livro impresso em espanhol, em Cadiz, em 1854." O material apresentado data de 1853.

Primeiro Centro Espírita do Brasil
- Grupo Familiar de Espiritismo, instalado em 17 de setembro de 1865, às 20h30m, por Luís Olímpio Teles de Menezes, na cidade de Salvador, na Bahia.

Em 1866, Luís Olímpio Teles de Menezes publica o opúsculo O Espiritismo – Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, contendo páginas extraídas e traduzidas deO Livro dos Espíritos. Diante dos ataques expressos em Pastoral de D. Manuel Joaquim da Silveira, Arcebispo da Bahia e Primaz do Brasil, Luís Olímpio escreve carta aberta em defesa do Espiritismo, em que, conforme consta da obra Espiritismo Básico, de Pedro Franco Barbosa, ele afirma:

"O Espiritismo tem de passar por provas rudes, e nelas Deus reconhecerá sua coragem, sua firmeza e sua perseverança. Os que se ausentam por um simples temor, ou por uma decepção, assemelham-se a soldados que somente são corajosos em tempo de paz, mas que, ao primeiro tiro, abandonam as armas".

Luís Olímpio Teles de Menezes foi professor primário, estenógrafo, funcionário da Assembléia Legislativa e Oficial da Biblioteca Pública da Bahia. Falava o inglês, o francês, o castelhano e o latim. Escreveu nos seguintes periódicos: Diário da Bahia, Jornal da Bahia, A Época Literária e publicou o romance Os Dois Rivais.

Primeiro jornal espírita do Brasil
- O Eco do Além Túmulo, publicado em julho de 1869, em Salvador, com o esforço de Luís Olímpio Teles de Menezes. Contava com 56 páginas e chegou a circular até no exterior – Londres, Madri, Nova Iorque, Paris. Aparecem referências ao Eco do Além Túmulo na Revista Espírita, edição de outubro de 1869.

Primeiro Centro Espírita do Rio de Janeiro
"Sociedade de Estudos Espiríticos – Grupo Confúcio", fundado em 2 de agosto de 1873. Faziam parte dele elementos da alta sociedade da Corte (Capital do Império), entre eles Joaquim Carlos Travassos e Bittencourt Sampaio. O Grupo se extinguiu em 1879.

Segundo periódico espírita do Brasil 
- "Revista Espírita, lançada em 10 de janeiro de 1875, pelo Grupo Confúcio, redigida e dirigida por Antônio da Silva Neto.

Neste ano de 1875 vão aparecendo as traduções para o português das obras de Allan Kardec, feitas por Joaquim Carlos Travassos, com pseudônimo de Fortúnio, e editadas pelo Grupo Confúcio. Ainda neste ano, o tradutor oferece a Bezerra de Menezes um exemplar de O Livro dos Espíritos.

Em 23 de março de 1876 é fundada, no Rio de Janeiro, a "Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade", da qual participavam Bittencourt Sampaio e Antônio Luís Sayão. Mais tarde, a entidade passou a se denominar "Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade".

Havia divergências entre os espíritas do Rio de Janeiro, que de acordo com os pontos de vista defendidos se dividem em místicos e cientificistas, o que resultou na criação de várias instituições.

A data de 28 de agosto de 1881 registra a perseguição oficial ao Espiritismo. Nos periódicos O Cruzeiro e Jornal do Commércio, do Rio de Janeiro, foi anunciada a ordem policial proibindo o fundamento da "Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade e dos Centros filiados.

Em 6 de setembro de 1881, uma comissão de espíritas é recebida pelo Imperador D. Pedro II, que promete não haver mais perseguições aos espíritas, porém elas continuaram a ocorrer. Em 21 de setembro do mesmo ano, a comissão retorna ao Imperador, que volta a afirmar sua intenção de não permitir perseguições aos espíritas.

Ainda em 6 de setembro de 1881 é realizado o Primeiro Congresso Espírita do Brasil, com o objetivo de reunir e orientar as instituições espíritas.

Em 28 de agosto de 1882 é realizada a Primeira Exposição Espírita do Brasil, na sede da Sociedade Acadêmica Espírita Deus, Cristo e Caridade. A data, aliás, recordava o início da perseguição policial ao Espiritismo.

Em 21 de janeiro de 1883, Augusto Elias da Silva, fotógrafo português radicado no Brasil, publica o Reformador, com seus próprios recursos e cuja direção intelectual fica a cargo do Major Francisco Raimundo Ewerton Quadros. Também neste ano, Augusto Elias da Silva promove encontra fraternal dos espíritas, em virtude das divergências entre os integrantes das instituições espíritas da ocasião: "Grupo dos Humildes", "Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade", "Centro da União Espírita do Brasil" e "Grupo Espírita Fraternidade", situados no Rio de Janeiro.

Em 2 de janeiro de 1884 é instalada, na Rua da Carioca nº 120 – sobrado – Rio de Janeiro, a Federação Espírita Brasileira, sendo seu primeiro Presidente o Major Ewerton Quadros, anteriormente já citado.

Em 15 de junho de 1886, Bezerra de Menezes, diante de mais de 1.500 pessoas, no Salão da Guarda Velha (na rua de igual nome, hoje Av. 13 de maio) faz sua profissão de fé espírita.

Em 1889, Bezerra de Menezes assume a presidência da Federação Espírita Brasileira, em substituição a Ewerton Quadros. Bezerra instituiu o estudo sistematizado de O Livro dos Espíritos em reuniões públicas realizadas no salão da Federação.

Dada a crise administrativa e financeira que passava a Federação, comprometida ainda pelas divergências dos líderes espíritas, e com a renúncia de Julio César Leal, após sete meses no cargo, Bezerra de Menezes, em 3 de agosto de 1895, aceita assumir novamente a presidência da Federação Espírita Brasileira.

Em 10 de dezembro de 1911, a Federação Espírita Brasileira se transfere para a Av. Passos, antiga Rua do Sacramento. Em 27 de outubro de 1937, a Federação é fechada pela Polícia e reaberta três dias depois, por ordem do Dr. Macedo Soares, então Ministro da Justiça.

Em 5 de outubro de 1949, é assinado o Pacto Áureo, na sede da Federação Espírita Brasileira, visando à unificação dos espíritas, fortalecendo os laços de fraternidade. É, então, criado o Conselho Federativo Nacional (CFN), composto dos representantes das entidades adesas à Federação Espírita Brasileira.

Não se deve perder de vista que tanto no Rio de Janeiro, como na Bahia e em todo o Brasil se desenvolvia e se expandia a prática mediúnica da Umbanda e de outros credos afro-brasileiros.

Leitura Complementar:

      1. Espiritismo Básico – Pedro Franco Barbosa – FEB.
      2. Grandes Espíritas do Brasil – Zêus Wantuil – FEB.
      3. Os Intelectuais e o Espiritismo – Ubiratan Machado – Ed. Antares
      4. Bezerra de Menezes – F.Acquarone – Ed. Aliança.

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